
Na historiografia humana, a história mundial – ou, alternativamente, história da sociedade global, história do sistema internacional, da ordem internacional etc. – mostra-se em padrões cíclicos de explosão e implosão, crescimento e destruição, euforia e depressão. As tecnologias de cada época determinam o tamanho do espaço e a velocidade do tempo dado aos humanos vivos na mesma. O avanço tecnológico permite ao ser humano produzir mais e dá justificação ao seu desejo – portanto, ele pode também querer mais. As sociedades trocam mais entre si, e o que se tem passa a parecer natural, uma singela parte de “como as coisas são”. Quando o espaço de circulação de pessoas e ideias se torna tão denso e o tempo parece nunca ser suficiente, os recursos se tornam mais escassos e as angústias, maiores. Quando essa tensão chega ao ápice, um cataclisma histórico vem para dissipá-la e dar início a um novo ciclo de distensão. Nesse processo, o ser humano aprende e desaprende, resolve novos problemas com soluções antigas e também cria problemas novos para os quais não terá solução até o próximo ciclo ou a próxima geração. Eis a condição humana.
As condições políticas, econômicas e sociais da ordem internacional neste início de 2026 ainda são, em grande parte, determinadas pelo Novo Normal após a pandemia de COVID-19 (2020-2023) e pela disseminação de tecnologias de inteligência artificial (IA) no mundo. Esses dois processos históricos, ocorridos já no contexto de hiperconectividade instantânea, mídias sociais e indústria 4.0, representaram a chegada de uma nova era na história do ser humano: estafa tecnológica do brainrot (“apodrecimento cerebral”), incertezas sobre o futuro papel do trabalhador na economia capitalista e inflação em economias avançadas. No campo político, viu-se uma renovada adesão a discursos populistas de direita, que distorcem a verdade e demonstram apego à violência como método de estabilização de interesses, em escala verdadeiramente mundial, incluindo países como Brasil, Estados Unidos, Filipinas e Hungria. O poder das instituições nas democracias liberais se evade, ao mesmo tempo que o culto à imagem individual, à “marca pessoal” de líderes de forte carisma permitiu o apoderamento desse poder por parte de agendas individuais ou elitistas. A premissa do “cada um por si” passou a comandar os assuntos entre os países mais poderosos do mundo, jogando luz novamente à necessidade de “paz armada” ou dissuasão militar – ou seja, à curiosa e antiga ideia internacional de que armar-se até os dentes ajuda a evitar precisar usar a força.
Entretanto, deve-se chamar atenção ao fato de que o caos, embora interesse a alguns poderosos, não interessa a todos. Crescem as vozes pela regulamentação da inteligência artificial e pela desaceleração no seu desenvolvimento; as cidades estadunidenses pedem a expulsão da nova polícia política dos Estados Unidos, o ICE; o planeta condena, boquiaberto, o sequestro de um presidente de um país soberano, o qual, embora longe de ser um líder amado, foi raptado e julgado à lei de um país estrangeiro; diferentes países descongelaram negociações antigas de livre comércio para proteger-se do momento de protecionismo comercial global. Aumentam os clamores por mais previsibilidade na política global, por garantias a um ambiente seguro para investimentos de longo prazo, e pela manutenção de princípios de soberania e pacifismo na ordem internacional.
Em 12 de março de 2025, o Ministério do Comércio da China anunciou a ampliação da lista de itens sujeitos à sua Lei de Controle de Exportações (Export Control Law, 2020), passando a exigir licenças específicas e declaração de uso final para determinados óxidos e ímãs de terras raras de alta performance, como insumos essenciais para motores elétricos, turbinas e sistemas militares. A medida foi apresentada como resposta às restrições tecnológicas impostas pelos Estados Unidos, que desde outubro de 2022 vinham expandindo controles sobre semicondutores avançados por meio das regras do Bureau of Industry and Security (BIS) e, em 2025, reforçaram esses dispositivos com base no CHIPS and Science Act (2022) e no Inflation Reduction Act (2022), incentivando produção doméstica e cadeias “friend-shored”. Dados de mercado indicaram que a China ainda responde por cerca de 60–70% da produção global de terras raras e mais de 85% da capacidade de refino, o que fez com que anúncios regulatórios provocassem alta imediata nos preços de óxidos como o neodímio e o praseodímio nos mercados asiáticos. Embora não tenha havido embargo total, o endurecimento administrativo elevou prazos, custos e incerteza para compradores estrangeiros, acelerando esforços americanos e europeus de diversificação mineral, formação de estoques estratégicos e financiamento de projetos na Austrália, Canadá e África.
Nos primeiros dias de 2026, ocorreu a operação militar que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua transferência para julgamento nos EUA, numa ação justificada por Washington como combate ao narcotráfico e à corrupção, mas amplamente criticada como violação de soberania e ampliadora de instabilidade regional, tanto por governos latino-americanos como em fóruns internacionais. Após isso, tropas e altos oficiais dos Estados Unidos realizaram visitas a Caracas para negociar cooperação em segurança, migração e combate ao crime transnacional, tentando reposicionar a presença americana na região dentro de um arcabouço de “cooperação” em vez de simples imposição unilateral.
No campo das relações transatlânticas e com aliados europeus, a administração de Donald Trump sofreu um revés simbólico e prático na crise em torno da Groenlândia: após meses de retórica agressiva sobre a necessidade estratégica de controlar a ilha ártica, Washington recuou de qualquer ameaça de uso da força e passou a negociar através de um grupo de trabalho com a Dinamarca e representantes groenlandeses, evitando assim um confronto aberto dentro da OTAN, ainda que a tensão continue a provocar protestos e ressentimentos entre aliados.
No Fórum Econômico Mundial em Davos (20-23 de janeiro de 2026), o “realismo pragmático” emergiu como tema articulado pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, em um discurso que muitos analistas interpretaram como um marco da nova ordem mundial. Carney declarou que a era da “ordem internacional baseada em regras” do pós-Guerra Fria vive uma ruptura duradoura e defendeu que países de médio porte atuem de forma cooperativa, pragmática e principista para construir uma nova arquitetura internacional que preserve soberania e valores, mesmo num contexto de rivalidade de grandes potências. Sua fala — “se você não está na mesa, está no menu” — atraiu atenção global e simbolizou um esforço de líderes globais por uma ordem mais resiliente e adaptada às tensões contemporâneas, em contraste com posturas unilaterais e imprevisíveis.
“Se você não está na mesa, está no menu.”
Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em discurso no Fórum Econômico Mundial (20-23.01.26)
A reação comercial da União Europeia ao ambiente de protecionismo crescente foi marcada por uma estratégia clara de diversificação acelerada e redução de dependências estratégicas. Diante da instabilidade nas relações com os Estados Unidos e da rivalidade estrutural com a China, Bruxelas passou a tratar acordos comerciais não apenas como instrumentos econômicos, mas como ferramentas geopolíticas. A retomada e finalização política do acordo com o Mercosul, após mais de duas décadas de negociações, simboliza esse movimento: ampliar acesso a mercados agrícolas e industriais, garantir fornecimento de matérias-primas críticas (incluindo minerais estratégicos) e reforçar presença normativa europeia em temas ambientais e regulatórios.
Paralelamente, o avanço das negociações de livre comércio entre a UE e a Índia responde à necessidade de inserção mais profunda no Indo-Pacífico, região central na reorganização das cadeias globais. A Índia surge como parceiro alternativo à China tanto em manufatura quanto em mercado consumidor de grande escala. Nesse contexto, o fato de o Brasil já manter um acordo preferencial entre Mercosul e Índia abre espaço para uma possível triangulação estratégica: integração progressiva de regras de origem, cadeias produtivas e fluxos comerciais entre América do Sul, Europa e Sul da Ásia. Essa arquitetura sugere uma Europa menos dependente do eixo Washington–Pequim e mais empenhada em construir uma rede de interdependências múltiplas.
No plano institucional, 2026 também tem sido marcado por tentativas de reconfiguração, e, em alguns casos, de substituição, dos mecanismos tradicionais de governança global. A proposta do presidente Donald Trump de criar um chamado “Conselho da Paz” foi apresentada como alternativa mais ágil e menos burocrática aos fóruns multilaterais clássicos, com a promessa de reunir um grupo restrito de grandes potências para mediação direta de conflitos e coordenação estratégica. A iniciativa, porém, foi recebida com cautela por diplomatas e analistas, que veem no projeto tanto uma crítica implícita às Nações Unidas quanto um movimento em direção a uma governança mais concentrada e transacional, baseada em poder relativo e negociação direta, em vez de universalismo institucional.
Ao mesmo tempo, cresce o consenso, inclusive entre economias avançadas, de que a Organização Mundial do Comércio (OMC) precisa ser reformada para evitar irrelevância funcional. Desde 2019, o bloqueio do Órgão de Apelação comprometeu o sistema de solução de controvérsias, enfraquecendo a previsibilidade do comércio internacional. Em 2025–2026, discussões sobre restauração parcial do mecanismo, revisão de regras sobre subsídios industriais e atualização das normas para economia digital e cadeias verdes ganharam novo impulso. O objetivo declarado é “salvar a OMC do colapso”, mas o desafio real é mais profundo: adaptar uma instituição concebida para o comércio do século XX a uma era de geoeconomia, rivalidade tecnológica e políticas industriais agressivas.

“La città che sale”, Umberto Boccioni, obra que captura exatamente o momento em que a tecnologia, o trabalho humano e a velocidade transformam o espaço físico. Óleo sobre tela, 1910, parte do acervo do Museum of Modern Art (MoMA).
Enquanto isso, na Ásia, consolida-se um rearranjo estratégico de grande alcance. No Japão, a ascensão da premiê Sanae Takaichi simboliza o que parte da imprensa regional passou a chamar de “Novo Japão”: postura mais assertiva em segurança, reforço das capacidades de defesa e alinhamento mais explícito com os Estados Unidos na contenção da China, combinados a uma política doméstica mais restritiva em relação à imigração e à preservação de coesão cultural interna. Em paralelo, Tóquio tem reiterado que a estabilidade no Estreito de Taiwan é vital para sua própria segurança nacional, elevando o tema de Taiwan de questão diplomática distante a interesse estratégico direto. A resposta de China veio na forma de exercícios militares ampliados no entorno da ilha: manobras aéreas e navais destinadas tanto a sinalizar capacidade de bloqueio quanto a dissuadir avanços formais rumo à independência, reforçando a percepção de que o Estreito se tornou um dos pontos mais sensíveis do sistema internacional contemporâneo.
Em meio à escalada retórica e operacional, a Coreia do Sul busca desempenhar papel estabilizador. O presidente sul-coreano Lee Jae Myung intensificou encontros bilaterais tanto com Xi Jinping quanto com Sanae Takaichi, numa tentativa de preservar canais de comunicação e reduzir o risco de erro de cálculo estratégico. Seul, profundamente integrada às cadeias tecnológicas chinesas e, simultaneamente, aliada militar de Washington e parceira de segurança de Tóquio, encontra-se numa posição delicada: qualquer ruptura aberta no Estreito teria impacto direto sobre sua economia e segurança.
A China, enquanto isso, passa a ocupar cada vez mais espaço como criadora de uma ideia de “euforia tecnológica”, sensação de aceleração histórica típica de fases expansivas da ordem internacional. No campo cultural, Pequim combina memória histórica, indústria criativa digital e expansão de marcas globais. O lançamento do filme “Dead to Rights”, centrado no massacre de Nanquim, insere-se numa política ativa de preservação da memória da agressão japonesa durante a Segunda Guerra. Paralelamente, o consumo de mini-novelas verticais em aplicativos como TikTok consolida um novo formato narrativo exportável, de baixo custo e alto engajamento, que já influencia mercados no Sudeste Asiático e na América Latina. A diplomacia cultural também avança pelo turismo: enquanto EUA e Europa endurecem discursos migratórios, a China ampliou programas de entrada sem visto ou facilitação para diversas nacionalidades, apostando no soft power turístico. No entretenimento, o sucesso contínuo da franquia animada “Ne Zha” e a viralização de trends como “a very Chinese time in my life” reforçam uma estética pop confiante e exportável. Marcas como Mixue expandem-se no Brasil, a Luckin Coffee testa presença e capital nos EUA, e fenômenos de consumo como o boneco Labubu tornam-se símbolos de uma cultura jovem chinesa globalizada e comercialmente agressiva.
O momento guarda paralelos com a euforia americana do fim dos anos 1990, quando Microsoft, o computador pessoal, a música pop e o cinema de Hollywood funcionavam como vetores simultâneos de poder econômico e imaginação cultural. Assim como naquela fase, a atual projeção chinesa combina salto tecnológico, mercados financeiros atentos à inovação e produção cultural massificada, só que agora mediada por plataformas digitais, cadeias industriais integradas e um Estado estrategicamente engajado na promoção de campeões nacionais. Em ambos os casos, porém, trata-se de momentos em que tecnologia e cultura deixam de ser apenas setores econômicos e passam a estruturar a própria narrativa de uma era.
Em 24 de abril de 2024, o Congresso dos Estados Unidos aprovou, e o presidente sancionou, a lei que obriga a ByteDance a vender as operações americanas do TikTok em até 270 dias (prazo prorrogável), sob pena de banimento nacional, medida enquadrada como questão de segurança. O movimento, embora apresentado como defesa da soberania digital, foi lido por críticos como reconhecimento tardio de que a plataforma que melhor mapeou padrões de consumo, linguagem e comportamento da juventude americana operava com algoritmos e governança desenvolvidos na China. Em termos práticos, a disputa expôs um fato incômodo: durante anos, os dados e modelos preditivos sobre a economia da atenção nos EUA estiveram sob controle de uma empresa estrangeira.
O Brasil e a América Latina, nesse contexto mundial, são altamente disputados como destino de investimentos, voto em pautas globalistas em organismos internacionais e pelo seu renovado peso cultural e econômico. No caso brasileiro, os investimentos da China voltaram a acelerar entre 2024 e 2025, segundo levantamentos do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), com crescimento relevante em energia renovável, transmissão elétrica, mobilidade e mineração estratégica. Empresas chinesas ampliaram participação em projetos de infraestrutura logística e geração solar e eólica, além de consolidarem presença no setor de veículos elétricos e baterias. Dados consolidados indicam que a China permanece, há mais de uma década, como principal parceiro comercial do Brasil, respondendo por cerca de um terço das exportações brasileiras, proporção esta que reforça tanto oportunidades quanto vulnerabilidades estruturais.
Não é à toa que o índice Ibovespa, que mede o desempenho médio das ações mais negociadas na B3, passou a refletir essa reprecificação estratégica do país no tabuleiro global. Em 3 de fevereiro de 2026, o índice fechou aos 185.674,43 pontos, após ter atingido 187.333,83 pontos na máxima intradiária, o maior patamar de sua história recente, movimento que coroou uma sequência consistente de valorização iniciada ainda no fim de 2025, quando a Bolsa chegou a registrar 11 pregões consecutivos de alta, a mais longa série positiva desde 2024. Em meio a um ciclo de juros ainda restritivos, com a taxa Selic orbitando os 15%, o mercado acionário encontrou fôlego na entrada robusta de capital estrangeiro, atraído por ativos descontados, câmbio competitivo e pela centralidade do Brasil na agenda de transição energética e segurança alimentar. O movimento não foi apenas financeiro, mas simbólico: investidores passaram a enxergar a região como espaço de estabilidade relativa em um mundo fragmentado por tensões geopolíticas e disputas comerciais. Ao mesmo tempo, consolidou-se a percepção de que a América Latina assumia uma espécie de “porta-voz cultural” do anti-trumpismo, com artistas como Bad Bunny transformando crítica social em fenômeno global.
Ao mesmo tempo, a interdependência revela suas tensões. A aplicação de novas tarifas ou salvaguardas sobre cargas de carne bovina que excedem quotas acordadas demonstra como barreiras técnicas e sanitárias continuam sendo instrumentos de ajuste fino no comércio agroindustrial. No caso da soja, principal item da pauta exportadora brasileira para a China, o setor permanece sensível a qualquer sinal de reaproximação agrícola entre Pequim e os Estados Unidos, já que o produto norte-americano é concorrente direto. Essa volatilidade comercial tem incentivado uma diplomacia econômica mais ativa por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que realizou visitas à Coreia do Sul e à Índia com o objetivo, segundo a mídia brasileira, de diversificar mercados e “diminuir a dependência da China”. O movimento indica que Brasília busca preservar o eixo estratégico com Pequim, mas ao mesmo tempo ampliar sua margem de manobra num cenário de rivalidade entre grandes potências, apostando em múltiplos polos asiáticos como alternativa de longo prazo.
Diante desse mosaico de tensões, realinhamentos e euforias tecnológicas, confirmamos que soluções antigas podem não servir para problemas novos. Em momentos de transição sistêmica, recorre-se a velhas fórmulas, protecionismo, dissuasão militar, esferas de influência, nacionalismo econômico, para administrar desafios que nascem de uma realidade inédita, marcada por hiperconectividade, inteligência artificial e cadeias produtivas profundamente entrelaçadas. O impulso de controlar, conter ou fragmentar revela mais ansiedade do que solução duradoura. A história sugere que ciclos se fecham quando as respostas deixam de dialogar com a natureza dos problemas que pretendem resolver. Se o século XXI exige coordenação tecnológica, governança de dados e interdependência regulada, insistir apenas em instrumentos do passado pode oferecer alívio momentâneo, mas dificilmente produzirá a estabilidade estrutural que o próprio sistema internacional hoje clama por reconstruir.
Em 2026, o Ano do Cavalo sugere movimento, mas não qualquer movimento. Há muitas possibilidades de futuro abertas diante de nós, como trilhas que se bifurcam na névoa. O cavalo simboliza energia e progresso, mas também lealdade, coordenação e confiança entre aqueles que compartilham a mesma jornada. Assim como uma caravana só prospera quando mantém o passo harmonizado, a tradição do Ano-Novo Chinês evoca cooperação, prosperidade mútua e equilíbrio como fundamentos do movimento. É preciso sentir os ventos antes de partir, ajustar o passo, escolher o ritmo. A maior ameaça não sopra de fora: ela habita nas rédeas mal conduzidas, os impulsos não domados. O inimigo não está no outro cavaleiro, mas dentro de si mesmo.
© ZH Research, todos os direitos reservados.

Aprofunde-se
ALLISON, Graham. The Thucydides Trap: Are the U.S. and China Headed for War? The Atlantic, Washington, 24 set. 2015. Disponível em: https://www.theatlantic.com. Acesso em: 20 fev. 2026.
BALDWIN, Richard. The Great Convergence: Information Technology and the New Globalization. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2016.
BUREAU OF INDUSTRY AND SECURITY (BIS). Implementation of Additional Export Controls: Certain Advanced Computing and Semiconductor Manufacturing Items. Washington, DC: U.S. Department of Commerce, 7 out. 2022. Disponível em: https://www.bis.doc.gov. Acesso em: 20 fev. 2026.
BRASIL-CHINA EMPRESARIAL COUNCIL (CEBC). Investimentos Chineses no Brasil: Relatório Anual 2024. Rio de Janeiro: CEBC, 2024.
EUROPEAN COMMISSION. EU-Mercosur Trade Agreement: Political Agreement Reached. Brussels, 28 jun. 2019 (atualizações 2023–2025). Disponível em: https://policy.trade.ec.europa.eu. Acesso em: 20 fev. 2026.
FARRELL, Henry; NEWMAN, Abraham L. Weaponized Interdependence: How Global Economic Networks Shape State Coercion. International Security, Cambridge, v. 44, n. 1, p. 42–79, 2019.
FREEDOM HOUSE. Freedom in the World 2025: The Mounting Damage of Flawed Elections and Armed Conflict. Washington, DC: Freedom House, 2025.
INTERNATIONAL MONETARY FUND (IMF). World Economic Outlook 2025: Navigating Global Divergences. Washington, DC: IMF, 2025.
MOU, Deyu; LI, Jing. Rare Earth Supply Chains and Geopolitical Risk. Resources Policy, v. 77, 2022.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO COMÉRCIO (OMC). Appellate Body Crisis Background Note. Genebra: WTO, atualizações 2019–2025. Disponível em: https://www.wto.org. Acesso em: 20 fev. 2026.
RODRIK, Dani. Straight Talk on Trade: Ideas for a Sane World Economy. Princeton: Princeton University Press, 2017.
THE ECONOMIST. The AI boom and the future of work. The Economist, London, 2024. Disponível em: https://www.economist.com. Acesso em: 20 fev. 2026.
THE NEW YORK TIMES. Biden Signs Bill Forcing TikTok Sale or Ban. The New York Times, New York, 24 abr. 2024. Disponível em: https://www.nytimes.com. Acesso em: 20 fev. 2026.
UNITED STATES. CHIPS and Science Act of 2022. Public Law 117–167. Washington, DC: U.S. Government Publishing Office, 2022.
UNITED STATES. Inflation Reduction Act of 2022. Public Law 117–169. Washington, DC: U.S. Government Publishing Office, 2022.
